Quase dez meses após a primeira confirmação oficial de infecção pelo novo coronavírus COVID-19 na China e oito meses do primeiro caso confirmado no Brasil, o mundo já contabiliza mais de 40 milhões de infectados e mais de 1 milhão de mortes causadas pelo vírus. No Brasil, já são mais de 5 milhões de casos e mais de 150.000 mortes. 

Na Europa, continente mais duramente atingido no início da pandemia, observa-se agora uma “segunda onda” de novos casos, muito mais intensa que a primeira, porém sem uma letalidade tão elevada quanto a inicial. No Brasil, observa-se uma lenta, mas progressiva, tendência de queda no número de novos casos e de mortes causadas pelo coronavírus.

Neste período de pandemia aprendemos algumas duras lições:

1) O desconhecimento do meio científico quanto ao comportamento da doença, a desinformação e a polarização política geraram desconfianças e insegurança na população, prejudicando as políticas de saúde pública para contenção da pandemia

2) O isolamento social, seja total ou parcial, não teve como objetivo eliminar a pandemia, mas retardar a propagação do vírus na população. Tal medida, ao evitar a sobrecarga dos serviços de saúde, evitou que a mortalidade se agravasse por falta de atendimento médico aos doentes mais graves.

3) Mais de 80% dos infectados não tinham sintomas ou eram pouco sintomáticos, o que facilitou ainda mais a propagação da doença.

4) A taxa de letalidade da doença, em torno de 2,5%, é imprecisa e pode na realidade ser menor, pois muitos indivíduos infectados assintomáticos simplesmente não foram testados ou identificados.

5) A doença é muito mais grave em idosos e grupos de risco (portadores de pneumopatias, hipertensos, diabéticos, obesos, etc.). Crianças e jovens sadios também foram acometidos, porém em muito menor número e com menor gravidade.

6) Nenhum dos tratamentos propostos, como Remdesevir, Nitazoxanida ou Hidroxicloroquina, se mostrou realmente eficaz para reduzir a gravidade ou o tempo de doença. Nos doentes com comprometimento pulmonar grave, o uso de corticóides, como a Dexametasona, reduziu o processo inflamatório pulmonar, diminuindo a mortalidade nestes casos.

7) Ainda não há uma vacina comprovadamente segura e eficaz contra o coronavírus. Apesar dos anúncios de que algumas vacinas já estariam prontas, elas ainda estão em fase de testes clínicos e precisam provar que realmente não apresentam efeitos colaterais graves e que de fato evitarão que os vacinados contraiam a doença.

8) O uso de máscaras de proteção adequadas, cuidados com a higiene, como lavar as mãos com frequência, e evitar aglomerações e contato físico são as principais armas para reduzir o risco de contágio.

A evolução das curvas de contágio e de mortalidade no Brasil sugerem que pelas dimensões continentais do país, o padrão de disseminação da doença é mais lento e a pandemia será mais prolongada, mas aparentemente a doença se encontra em fase de regressão na maioria dos estados.
A manutenção dos cuidados de higiene, distanciamento social,  rigorosa identificação e monitoramento dos casos é necessária para evitarmos o surgimento de uma segunda onda como vem ocorrendo na Europa.

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